Capítulo 23 – Anne.
Chay narrando:
Mel e Lua estavam de 8 meses e 2 semanas e nós já nos
preparávamos para as crianças saírem, Anne provavelmente nasceria antes já que
Lua iria de cesariana pois tinha a gravidez mais arriscada. As meninas já
estavam com as sacolas para levar para a maternidade, prontas. Hoje era sábado
e o dia seguia normal. Agora estávamos todos na sala vendo um programa de
perguntas e respostas, Sophia comia uma barra de chocolate, Lua e Mel estavam
pintando as unhas. Arthur estava sentado ao lado de Lua com a cabeça no ombro
dela, cochilando. Micael estava dedilhando no violão e eu estava vendo a
televisão.
Lua acabou de pintar as unhas rapidamente e colocou a mão na
barriga, fechando os olhos.
Chay: O que foi
Lu ?
Lua: Não sei, só
senti... acho que foi uma contração.
Ela engoliu em seco e apertou os olhos, ainda fechados. Eu
dei um cutucão em Arthur e ele acordou.
Arthur: Que foi ?
Chay: A Lua.
Arthur: O que foi
amor ?
Lua: Nad..
AAAAAAAAAAAA !
Todos que estavam distraídos olharam pra Lua com cara de
preocupação.
Mel: O que foi
Luinha ?
Lua: Ta doendo.
Mica e Sophia:
Vamos levar ela no hospital.
Arthur correu pro quarto e voltou com a mala de Lua, as
chaves do carro e calçando os sapatos. Os minutos seguintes foram uma correria,
eu e Arthur estávamos no carro levando Lua pra maternidade enquanto Mica,
Sophia e Mel vinham no outro carro.
Chegamos no hospital e logo uma enfermeira chegou colocando
Lua em uma cadeira de rodas e a levando para sala. Os outros chegaram e eu
preenchi a ficha de Lua. Arthur entrou com ela e nós nos pusemos a esperar.
Lua narrando:
Eu sentia como se estivessem me quebrando ao meio, era
indescritível a dor que eu sentia. A enfermeira empurrava a cadeira de rodas
como um piloto de corridas por aqueles imensos corredores brancos. Chegamos em
uma sala e começaram e me ajeitar, médicos começaram a entrar na sala e Arthur
foi colocar a roupa especial para entrar ali comigo. Segundos depois tudo
começou, Arthur segurou a minha mão o tempo todo embora parecesse mais aflito
do que eu. Os médicos me anestesiaram e começaram a me “abrir”. Não consigo
descrever ao certo o que fizeram em mim mas só sei que em pouco tempo ouvi o
choro de Anne ecoando pela sala. Uma enfermeira a pegou, enrolou-a em um pano e
a trouxe para perto de mim toda suja de sangue.
Eu chorava, Arthur chorava, Anne chorava. Eu amava a minha
pequena menininha ela era simplesmente linda mesmo cheia de sangue. Eu chorava
de felicidade assim como Arthur, a tiraram de perto de mim e foram banhá-la
para depois eu a amamentá-la pela primeira vez.
Sophia narrando:
O choro de Anne ecoou pelos corredores e eu me pus a chorar,
por felicidade. Esperamos e esperamos até que Arthur apareceu com uma roupa de
hospital e nós nos levantamos.
Arthur: Nasceu.
Todos o abraçamos e eu e Mel chorávamos. Arthur não parava
de sorrir e isso me deixava infinitamente feliz.
Mica: Podemos ver
elas ?
Um médico apareceu.
Médico: Por favor,
me acompanhem.
Seguimos o medico pelos corredores do hospital e logo
paramos em frente a porta do quarto 415. Entramos e vimos Lua deitada com Anne
pendurada em seu seio, mamando. Ela sorria quando nos aproximamos.
Todos nós estávamos felizes, ficamos mais algum tempo por lá
e depois saímos pois Lua tinha de descansar, somente Arthur ficou para
ajudá-la.
Estava tudo bem.
Continua...


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