quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Difícil Disfarçar Segunda Temporada

Capítulo 23 – Anne.
Chay narrando:
Mel e Lua estavam de 8 meses e 2 semanas e nós já nos preparávamos para as crianças saírem, Anne provavelmente nasceria antes já que Lua iria de cesariana pois tinha a gravidez mais arriscada. As meninas já estavam com as sacolas para levar para a maternidade, prontas. Hoje era sábado e o dia seguia normal. Agora estávamos todos na sala vendo um programa de perguntas e respostas, Sophia comia uma barra de chocolate, Lua e Mel estavam pintando as unhas. Arthur estava sentado ao lado de Lua com a cabeça no ombro dela, cochilando. Micael estava dedilhando no violão e eu estava vendo a televisão.
Lua acabou de pintar as unhas rapidamente e colocou a mão na barriga, fechando os olhos.
Chay: O que foi Lu ?
Lua: Não sei, só senti... acho que foi uma contração.
Ela engoliu em seco e apertou os olhos, ainda fechados. Eu dei um cutucão em Arthur e ele acordou.
Arthur: Que foi ?
Chay: A Lua.
Arthur: O que foi amor ?
Lua: Nad.. AAAAAAAAAAAA !
Todos que estavam distraídos olharam pra Lua com cara de preocupação.
Mel: O que foi Luinha ?
Lua: Ta doendo.
Mica e Sophia: Vamos levar ela no hospital.
Arthur correu pro quarto e voltou com a mala de Lua, as chaves do carro e calçando os sapatos. Os minutos seguintes foram uma correria, eu e Arthur estávamos no carro levando Lua pra maternidade enquanto Mica, Sophia e Mel vinham no outro carro.
Chegamos no hospital e logo uma enfermeira chegou colocando Lua em uma cadeira de rodas e a levando para sala. Os outros chegaram e eu preenchi a ficha de Lua. Arthur entrou com ela e nós nos pusemos a esperar.
Lua narrando:
Eu sentia como se estivessem me quebrando ao meio, era indescritível a dor que eu sentia. A enfermeira empurrava a cadeira de rodas como um piloto de corridas por aqueles imensos corredores brancos. Chegamos em uma sala e começaram e me ajeitar, médicos começaram a entrar na sala e Arthur foi colocar a roupa especial para entrar ali comigo. Segundos depois tudo começou, Arthur segurou a minha mão o tempo todo embora parecesse mais aflito do que eu. Os médicos me anestesiaram e começaram a me “abrir”. Não consigo descrever ao certo o que fizeram em mim mas só sei que em pouco tempo ouvi o choro de Anne ecoando pela sala. Uma enfermeira a pegou, enrolou-a em um pano e a trouxe para perto de mim toda suja de sangue.
Eu chorava, Arthur chorava, Anne chorava. Eu amava a minha pequena menininha ela era simplesmente linda mesmo cheia de sangue. Eu chorava de felicidade assim como Arthur, a tiraram de perto de mim e foram banhá-la para depois eu a amamentá-la pela primeira vez.
Sophia narrando:
O choro de Anne ecoou pelos corredores e eu me pus a chorar, por felicidade. Esperamos e esperamos até que Arthur apareceu com uma roupa de hospital e nós nos levantamos.
Arthur: Nasceu.
Todos o abraçamos e eu e Mel chorávamos. Arthur não parava de sorrir e isso me deixava infinitamente feliz.
Mica: Podemos ver elas ?
Um médico apareceu.
Médico: Por favor, me acompanhem.
Seguimos o medico pelos corredores do hospital e logo paramos em frente a porta do quarto 415. Entramos e vimos Lua deitada com Anne pendurada em seu seio, mamando. Ela sorria quando nos aproximamos.
Todos nós estávamos felizes, ficamos mais algum tempo por lá e depois saímos pois Lua tinha de descansar, somente Arthur ficou para ajudá-la.
Estava tudo bem.


Continua...



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