Capítulo 1 – Tudo
pode mudar, do dia pra noite.
Narradora:
Arthur entrou em casa e avistou Lua sentada no sofá da sala
ao lado de Mica e Chay, ele empurrou o carrinho da filha para dentro de casa,
cumprimentando a todos.
Arthur: Oi,
voltamos! (ele sorriu)
Lua: Até que
enfim, achei que tivesse levado minha filha pro outro lado do mundo!
Ela disse indo até o carrinho e retirando a filha do mesmo,
pegando-a no colo.
Arthur: Nossa
filha... (ele suspirou)
Lua: Mero
detalhe.
Lua disse subindo as escadas em direção ao quarto da filha
para trocar sua fralda.
Chay: Pelo visto
as coisas estão difíceis pra você também!
Arthur: Nem me
fale em dificuldade, Lua só fala comigo a respeito da Anne. Se a gente
conversar sobre qualquer outra coisa, é briga na certa.
Ele disse sentando-se no sofá e pegando uma cerveja de cima
da mesa, ele a abriu e a levou a boca tomando um longo gole.
Mica: A Sophia ta
me fazendo dormir no colchão no chão!
Chay: Não diga
nada pelo menos vocês estão no quarto ainda. A Mel me colocou no quarto do Matt
ou aqui na sala! Como esta o placar?
Ele disse chegando da cozinha sentando-se ao lado dos
amigos.
Arthur: Na mesma.
***
Lua: É sério, por
mais que eu queira parar de brigar parece que todas as nossas conversas pedem
briga.
Mel: Ah amiga,
não sei como você agüenta dormir ainda com ele, eu tive que colocar o Chay pra
fora ou eu juro que iria pular no pescoço dele qualquer dia desses.
Sophia: O Mica continua
lá, mas a gente fala só sobre a Maya ou se cumprimenta durante o dia.
Lua: O problema é
que eu sinto falta dele.
Lua suspirou pesadamente e se jogou na cama, encarando o
teto branco. Os filhos brincavam no carpete do quarto de Lua, onde elas estavam.
Sophia: Mas Mel,
o que houve pra você estar tão brava com o Chay?
Mel: Ah Soph, ele
é muito imaturo, só pensa em sair e as vezes o acho mais criança que o Matt,
que só tem dois anos.
As meninas conversaram mais um pouco e, quando viram a hora
pegaram os filhos para prepará-los para dormir. Lua pegou a filha e foi com ela
até o banheiro, onde se despiu e despiu a filha, as duas tomaram banho juntas.
Após, Lua vestiu um roupão felpudo e começou a vestir a filha, dando o peito
para ela e depois fazendo-a dormir.
Lua levou a pequena até o berço no quartinho dela e a cobriu
por completo, dando um beijo em sua testa, voltou para o seu quarto e começou a
passar seu creme, já de pijama.
Arthur: Já vai
dormir?
Ele disse aparecendo na porta do quarto bagunçando os
cabelos e se escorando no batente da porta.
Lua: Vou sim.
Arthur: A Anne?
Lua: Está no
berço, já dormiu depois de tomar banho e mamar. (ela sorriu)
Arthur: Vou dar
um beijo nela.
Ele saiu, envergonhado, e Lua
suspirou. À meses Lua e Arthur pareciam dois adolescentes, não sabiam conversar
direito, já estavam casados a dois anos e as brigas haviam começado, sempre por
assuntos bobos mas, como ambos são extremamente teimosos, sem desculpas.
Arthur: Bom, eu também vou me preparar e dormir.
Ele disse pegando suas coisas e indo para o banheiro, pouco
tempo depois saindo apenas de cueca e camiseta, batendo uma toalha em seus
cabelos retirando o excesso d’água que tinham neles. Depois, ele desceu para
colocar sua toalha na lavanderia, Lua estava na cama com seu abajur ligado
lendo um livro.
Arthur deitou-se e Lua abaixou o olhar para vê-lo.
Arthur: Boa
noite.
Ele chegou perto dela e lhe beijou a testa, virando para o
outro lado. Lua fechou o livro, apagou a luz e se cobriu.
Lua: Boa noite.
Ela sussurrou daquele jeito que só ela fazia, fazendo Arthur
ficar arrepiado.
Arthur: Lu.
Ele disse se virando de frente pra ela.
Arthur: Por que a
gente tem que brigar tanto?
Lua: Eu não sei.
(ela suspirou)
Arthur: Eu sinto
sua falta, meu anjo.
Lua: Thur...
Ela suspirou manhosa enquanto ele beijava seu pescoço.
Arthur: Vamos
parar de brigar, por favor.
Ele a olhou com carinha de cachorrinho abandonado e ela riu
sem humor. Lua chegou perto do marido e o abraçou pelo pescoço, fazendo ele
involuntariamente agarrar sua cintura. Lua enterrou seu rosto no pescoço dele e
logo ele sentiu lagrimas quentes caírem sobre sua camiseta.
Arthur: Hey meu
anjo, o que foi?
Lua: Eu to
cansada de brigar, discutir, ficar de mal com você! Poxa, a gente é casado,
temos uma filha linda, a gente não pode ficar brigando desse jeito.
Arthur: É, mas só
que você também não me dá chance de chegar em você.
Lua: Agora a
culpada sou eu?
Lua largou-se dele e sentou na cama o encarando, Arthur
sentou ao seu lado.
Arthur: Não, eu
não disse isso!
Lua: Claro que
disse. Arthur, eu tento consertar as coisas e como tento, mas ai vem você e não
dá uma dentro!
Ela se virou para o lado oposto do dele, emburrada. Arthur
se apoiou sentado por um braço e com o outro passou as mãos pelos cabelos ainda
úmidos.
Arthur: Droga! (ele sussurrou)
Arthur deitou-se e virou as costas para Lua suspirando
derrotado, adormecendo depois de um (longo!)
tempo.
***
Mica: Sophia,
você pode me alcançar um outro travesseiro.
Ele falou e logo um travesseiro voou em sua direção atingindo
em cheio sua cabeça.
Mica: Ai mulher,
era só jogar aqui no colchão.
Sophia: Você
pediu um travesseiro, não me disse como queria que eu te entregasse.
Mica: Ah é, então
eu vou te dizer como eu quero.
Ele subiu na cama e Sophia estava sentada o olhando, ele
chegou perto e chocou seus lábios contra os dela, Sophia protestou no início
por charminho e logo depois cedeu, rodeando seus braços no pescoço do marido.
Eles ficaram um bom tempo se beijando até o ar lhes faltar.
Sophia: Mica... (ela
disse ofegante)
Mica: Deu pra
entender?
Ele disse também ofegante e saiu da cama, deitando no
colchão que tinha no chão deixando Sophia sentada na cama sem entender nada
esperando sua respiração normalizar.
***
Mel deitou na cama e olhou para o lado, estava sozinha. Ela
suspirou triste.
Mel: AAAA!
Ela gritou ao ver Chay na porta, entrando devagar.
Mel: O que você
ta fazendo aqui?
Chay: Eu vim
pegar roupa pra mim tomar banho, achei que você estivesse dormindo.
Ele disse envergonhado coçando a nuca.
Mel: Pode pegar.
Ela disse desviando o olhar e ele entrou no closet pegando
suas coisas e saindo. Ele estava na porta e, parou, virando-se e olhando
fixamente para a esposa.
Chay: Ahn Mel, eu
sinto falta da gente.
Ele disse em um tom de voz mais baixo que mesmo assim ela
conseguiu ouvir.
Mel: Eu também.
Chay sentou-se na cama em frente a ela e pegou a mão dela a
acariciando. Mel fechou os olhos respirando fundo várias vezes.
Mel: Chay!
Chay: Mel!
Ele se aproximou dela colocando uma mecha do cabelo dela
atrás da orelha, ele chegou mais perto roçando seus lábios, os encostando
devagar. Chay pediu passagem para aprofundar o beijo e ela cedeu. O beijo era
calmo, suave e cheio de saudade, o ar começou a ficar escasso e eles apartaram
o beijo com os lábios vermelhos e completamente ofegantes.
Mel: Chay, não
força a barra, por favor!
Chay: Pelo menos
me deixa dormir aqui.
Mel: Ta.
Ela suspirou se dando por vencida, Chay sorriu e correu para
o banheiro tomar um banho deixando Mel com um sorriso idiota nos lábios.
Continua...

Ameii ... Capitulo PERFEITO!! ^^
ResponderExcluirBY: Ary
que bom minha linda (:
ExcluirQue lindo fofa *-*
ResponderExcluirfico feliz que tenha gostado!
Excluir