Capítulo 24 – E tudo pode mudar de uma hora pra outra!
3 semanas depois...
Narradora:
Lua: Qual o problema com o meu vestido, Arthur?
Lua disse pousando as mãos na
cintura com a expressão irritada. Estavam os dois frente a frente no quarto da
loira.
Arthur: Quer que eu fale por ordem alfabética?
Silêncio.
Arthur: Olha o comprimento disso, é o principal.
Lua: É o terceiro vestido que eu provo hoje e não é a primeira vez
que você fica de paranóia pra cima das minhas roupas. Semana passada a gente
nem pode sair.
Arthur: Lua, eu só to cuidando de você!
Lua: Dispenso sua proteção.
Arthur: Será que você não pode me agradar?
Lua: Eu to sempre te agradando e antes eu achava que era normal
essa sua proteção mas isso já esta virando paranóia!
Arthur: MAS QUE PORRA LUA, SUAS PERNAS ESTÃO COMPLETAMENTE FORA, TA
PARECENDO UMA PIRIGUETE!
Lua: DO QUE VOCÊ ME CHAMOU AGUIAR? REPETE O QUE VOCÊ DISSE? OU
MELHOR, SAI DAQUI, TO CANSADA DISSO!
Arthur: Como assim Lua?
Ele disse um pouco mais calmo
percebendo que a discussão tinha tomado outras proporções. Como se não bastasse
Chay e Mel se alfinetando essas três semanas inteiras, a relação de Lua e
Arthur começava a se desgastar e se tornar cansativa para os dois, o motivo:
Arthur e seus ciúmes.
Lua: Isso mesmo que você ouviu!
Arthur: Por que você ta fazendo isso?
Lua: Será que você não vê, que nessas três semanas as únicas coisas
que a gente tem feito foi brigar? Até pelo meu vestido.
Ela disse segurando o vestido
preto que usava.
Lua: Eu quero um tempo, meu tempo, onde eu possa viver sozinha, é
só o que eu preciso.
As lágrimas desciam livremente
sobre seu rosto e ela já não tinha coragem de encará-lo pois sabia que se o
fizesse cometeria o erro (ou não?) de não ser mais firme em sua decisão.
Arthur: Acabou?
Ele disse com a voz falha olhando
diretamente para ele, ela sustentou forças não se sabe de onde e o encarou, secando
as lágrimas. Quando seus olhares se encontraram ,ambos sentiram, como se fossem
feitos de areia e escapassem por entre seus dedos.
Lua: Acabou.
Ele não agüentou ficar ali, saiu
porta a fora, sem se importar com o barulho da batida ou com as lágrimas que
agora desciam sem impedimento, correu para o seu quarto e acabou esbarrando em
Melanie.
Mel: Hey! (ela disse por
conta do esbarrão) O que foi?
Sua feição mudou ao ver que o
irmão... chorava?
Arthur: Nada.
Ele secou umas lágrimas que
desceram sem permissão, desviou da irmã e foi para o quarto, trancando a porta
após entrar. Ele pegou a primeira coisa que viu na frente, um porta-retrato, e
o tacou na parede fazendo o mesmo se espatifar em mil pedaços, só sobrando a
foto abaixo dos cacos. Arthur se ajoelhou em frente ao porta-retrato espatifado
e se arrependeu amargamente de tê-lo quebrado. Na foto estava Arthur, com uns 3
anos de idade, no colo do seu pai, um tempo antes dele abandonar ele e a mãe e
sumir do mapa, Arthur tirou a foto dali e a guardou dentro de seu guarda roupa,
se jogando em sua cama logo em seguida encarando o teto branco do quarto. Não
se sabe quanto tempo ele ficou encarando o nada mas, logo ele adormeceu.
***
Melanie se colocou na frente da
porta do quarto de Lua e a forçou para abrir, trancada. Ela começou a bater na porta, sem resposta, começou a
espancar a porta e nada de Lua aparecer pelo contrário, quem saiu do quarto foi
Chay, diante de tamanho barulho.
Chay: Dá pra parar?
Mel: Eu preciso falar com ela, mas ela não abre.
Chay: Ela deve estar dormindo, coisa que você devia estar fazendo
não sei se você viu que já são 23:30!
Ele disse e entrou no quarto
fechando a porta, ela correu até a porta dele e começou a bater fazendo ele
reaparecer ali.
Chay: Senhor, dai-me paciência! O que você quer?
Mel: Faz ela abrir a porta, por favor?
Chay: Vai me deixar em paz?
Diga não, diga não! Era o que Chay pensava, vai que seus
pensamentos surtiam efeito.
Mel: Eu juro.
Chay suspirou frustrado e foi até
a sacada, abrindo a porta de vidro atravessando-a e entrando no quarto da irmã,
olhou por todos os cantos e nada, voltou a sacada e chamou-a.
Chay: Lua!
Lua: O que foi?
Ele olhou pra cima e viu a irmã
sentada tranquilamente balançando as pernas no parapeito da sacada. (n/a: imaginem a sacada e a parede do
quarto mais atrás, ela estava sentada no alto).
Chay: Lua, sua louca, desce daí! (ele disse aflito)
Lua: Calma Chay! Eu sempre subo aqui...
Chay: Lua, como você subiu ai?
Ela apontou com a cabeça uma
pequena escada no canto, Chay foi até ela e subiu sentando-se ao lado da irmã.
Chay: Pode começar a falar.
Lua: Falar o que?
Ela tentou se fazer de desentendida mas óbvio que não surtia efeito,
quem estava ao seu lado era Chay, que a conhecia perfeitamente bem.
Lua: A gente terminou, ou melhor, eu terminei!
Ela disse tirando uma das mãos do
lado de seu corpo e limpando uma lágrima que insistiu em se libertar.
Chay: Por que baixinha?
Lua: Já disse que não é pra me chamar de baixinha. (suspiro) Ele é muito ciumento e você
sabe que eu não gosto disso, você me conhece.
Chay: Conheço tanto que já sabia que ia dar nisso, eu te conheço
tanto que sabia que ia chegar um ponto que você ia se cansar e sentir
necessidade do seu espaço.
Lua sorriu fraco encarando o
irmão. Como ele podia conhecê-la de tal
forma?
Lua: O problema é que eu amo ele. Demais. E tenho medo de estragar
tudo e ele nunca mais querer me ver.
Chay: O Arthur não seria idiota a esse ponto. Ele te ama muito, só
não garanto que vai ficar a sua disposição até você deixar o orgulho de lado e
se sentir segura pra voltar.
Lua: Digo o mesmo com você e a Memis, ela vai cansar de te esperar
e você ta sendo muito birrento.
Chay: Como se você não fosse né senhorita Lua Teimosia Suede
Blanco!
Lua: Ah, Chay! Vai pra puta que pariu!
Chay: Não se esqueça que essa ai é sua mãe também.
Ele disse rindo e ela lhe estapeou
o braço não se contendo e rindo também.
Lua: Te amo pentels.
Chay: Eu também te amo bróda.
Ele disse a puxando de lado pelos
ombros e a dando um abraço apertado.
Continua...

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