quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Amor Impossível

Capítulo 25 – Tapas e beijos.
Narradora:
Lua acordou, sentou-se na cama e espreguiçou-se. A garota foi pegar seu celular no bidê ao lado da cama e seus olhos pararam no porta-retrato que tinha ali. Droga! Pensou. Até ali ele estava. Na foto estavam ela e Arthur, Lua quem tinha tirado ali no quarto mesmo programando a câmera. Ela virou o porta-retrato de forma que não o tornasse a ver, e finalmente olhou o celular, 7:45. Não conseguiria mais dormir então foi tomar banho.
Arthur acordou, ainda estava vestido com a roupa de ontem pois não tinha se dado conta que passou tempo demais pensando nela.
Levantou da cama e esqueceu-se do que tinha feito na noite anterior. Tarde demais! Seu pé já jorrava sangue por ele ter pisado nos cacos de vidro do, antes inteiro, porta-retrato.
Arthur: Mas que droga! Droga, droga!
Ele foi mancando até o banheiro, xingando mentalmente por ter esquecido aquele mero detalhe. Entrou no Box, ligou o chuveiro e colocou o pé ali, limpando tudo. Nem se importou, pegou a toalha de rosto e enrolou no pé para poder ir até a cozinha, onde tinham os primeiros socorros. Lá eles se encontraram.
Lua: Hey, a toalha era branca!
Ela disse percebendo a toalha agora manchada de vermelho.
Arthur: Obrigada pela preocupação, senhorita Blanco!
Ele pegou os primeiros socorros no armarinho, sentou-se em uma cadeira da mesa e começou a tentar fazer o curativo.
Lua: Ah Arthur, nem pra isso você serve!
Ela disse observando tudo, Lua foi ate ele puxou uma cadeira e sentou-se tirando as gazes e esparadrapos dele e iniciando o curativo calmamente, limpando o corte e até tirando um pequeno caco de vidro alojado.
Lua: Como fez isso?
Arthur: Você.
Lua: Eu?
Arthur: É, fez eu tacar um porta-retrato no chão, me esquecer dele e pisar nos cacos.
Lua deu uma risada sem humor.
Lua: Idiota. Essa ajuda não significou nada!
Ela disse saindo da cozinha e indo pra sala ligando a televisão. Arthur suspirou triste e foi mancando guardar tudo, depois tomando seu café.
***
Chay acordou com o barulho de batidas na porta do seu quarto. Deveria ser Lua mas não era. Quem estava ali era Melanie, ainda de pijama.
Chay: O que você quer?
Ele disse tentando parecer indiferente a sua presença. Meio óbvio que não conseguiu, com uma garota linda e com um corpo mais lindo ainda ali. Tarefa impossível!
Mel: Ahn... Você conseguiu falar com a Lua?
Ela disse movendo as pernas incansavelmente, fazia isso quando estava nervosa.
Chay: Sim, ela tava no parapeito da sacada!
Ele disse como se fosse a coisa mais comum do mundo. Mel arregalou os olhos.
Mel: O que? Por quê?
Chay: Calma Melanie, a Lua é doida até parece que não sabe. Pra ela se pendurar no parapeito é a coisa mais comum do mundo, como sentar em uma cadeira.
Mel não gostou que ele a chamasse de Melanie, na boca dele, o próprio nome dito inteiro tornava-se um insulto.
Mel: Me desculpe.
Ela disse cabisbaixa e já estava virando as costas. Mas você só faz merda mesmo né Roobertchay? – ele pensou sozinho.
Chay: Mel!
Droga, mas também não era pra chamá-la! – ele se repreendeu em pensamento.
Mel: O que?
Ela olhou pra ele ainda cabisbaixa.
Chay: Me desculpa por ter sido grosseiro. Espera só eu me vestir que a gente vai tomar café.
Melanie o esperou e, em poucos minutos os dois seguiram juntos para cozinha, sem mencionar uma palavra sequer.
Continua...



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