Capítulo 1 – Prólogo.
“Querido Diário,
Minha vida era
perfeita, ele era meu melhor amigo e, eu tinha só 13 anos quando nós resolvemos
namorar. Nosso namoro já estava completando 2 anos e nós havíamos crescido
muito juntos, foi quando tudo virou de cabeça para baixo, meus pais haviam
recebido uma proposta de emprego em Nova York e eu iria ter que ficar pelo
menos um ano por lá para depois eles me emanciparem. Nós decidimos que
namoraríamos a distancia e tentaríamos que desse certo pois, por mais que fosse
improvável, nós nos amávamos. Nos primeiros dois meses realmente foi lindo, nós
nos falávamos todos os dias por Skype, ligávamos um para o outro, conversávamos
por mensagem e, obviamente, gastávamos rios de dinheiro em telefone. Mas aí,
como nem tudo pode ser perfeito, o nosso namoro se desgastou e, ambos traímos
um ao outro, fomos francos e falamos isso. Terminamos por telefone uma semana
depois, na hora, foi o melhor mas eu não imaginava que eu iria sofrer tanto.
Se não estava chorando
estava lembrando e infelizmente ali eu não tinha em quem confiar para poder
desabafar, não tinha mais contato direto com minhas amigas e por internet não
havia como contar a história mas com certeza elas já sabiam. Eu queria que esse
ano terminasse, queria minha vida de volta. O tempo continuou passando e a dor
diminuía, eu fiquei com alguns caras mas nada sério, sempre pensava nele. Com 4
meses faltando para minha volta eu resolvi mudar meu visual, não seria mais a
garota meiga, seria uma mulher. Me submeti a muitas coisas por essa mudança,
cortei meu longo e conservado cabelo deixando-o até a altura dos ombros,
aprendi truques de maquiagem e, de garota certinha fui para garota rockeira.
Meus pais não estavam nem ai para minha mudança na verdade, nem se importaram
com meu término de namoro e com meu sofrimento, não atrapalhando o trabalho
deles estava ótimo. Com 2 meses de antecedência, fui emancipada e descobri que
viveria no Elite Way, que agora era um internato e, pelas poucas informações
que eu tive, ele se igualava a um colégio nova iorquino, com grupinhos e tudo
mais.
Agora eu estava com 17
anos e no ultimo ano de escola. Estava me preparando fisicamente e
emocionalmente para o que me aguardava, entrei no avião e não preguei o olho
nem por um segundo por tamanha que era minha ansiedade. Quando estávamos quase
pousando, minha mão suava e meu estômago dava voltas, parecia que eu iria
vomitar quando nós finalmente pousamos. O que eu poderia esperar na minha volta?”
Lua desceu do avião e foi até a esteira pegar suas quatro
grandes malas. Ela não esperava que suas amigas a recebessem a abraçando e
dizendo o quanto sentiram sua falta, na verdade, nem esperava suas amigas. Dito
e feito, não havia ninguém a esperando, Lua saiu arrastando suas duas malas de
rodinha e com duas malas de mão em seus braços, ligou para sua mãe avisando que
havia chegado e, antes de partir para o Elite Way parou em uma lanchonete,
comeu um sanduíche natural e tomou um suco de uva logo depois, ela foi ao
banheiro do aeroporto e se trocou. Colocou uma calça preta justa parecendo uma
legging, uma blusa branca que ia até a metade da coxa com uma caveira
desenhada, por cima, uma mini jaqueta de couro também preta, all star nos pés,
lápis, rímel, glós e estava pronta. Ela seguiu até a parte de fora e pegou um
taxi em poucos minutos, ela chegou.
Lua ficou maravilhada, não era mais a escola pública de
antes e as pessoas não se misturavam mais, todas em seus grupos. Passou pelo
meio deles atraindo olhares curiosos, só reconheceu alguns rostos não achando
seus antigos amigos. Ela foi até a secretaria e Jolie a recebeu com muitos
abraços e beijos. Jolie era a secretária da escola desde sempre, era uma mulher
de meia idade com cabelos grisalhos presos em um coque e usava terninho
absolutamente todos os dias, a secretaria entregou seus horários e a chave do
seu quarto, ela nem leu quem seria sua companheira, simplesmente verificou o
numero dele e correu até lá, quarto 42.
Ao chegar lá, encontrou uma garota com cabelos loiros,
longos e lisos. Ela estava curvada sobre a mala, tirando e dobrando suas
roupas, a maioria Pink. Lua fechou a porta e soltou suas malas em uma pequena
poltrona que tinha ao lado da cama que seria sua e finalmente a garota a olhou.
Tanto Lua quanto a garota ficaram em choque.
Lua: Sophia!
Sophia: Lua!
Não, não poderia ser ela, foi só um ano, como as coisas
mudaram. Sophia também havia mudado, tinha virado a patricinha líder daquele
grupo que ela tinha visto de relance do lado de fora.
Sophia: Por que
você voltou? (ela disse fria)
Lua: Eu disse pra
você que eu iria voltar.
Sophia: Mas você
não me disse que iria destruir o Arthur.
Lua: Eu não o
destrui.
Ela não deixou Lua terminar a frase, saiu porta afora
deixando Lua ali, com os olhos marejados. Não,
eu não vou chorar, não sou a antiga Lua!
Lua secou uma única lágrima teimosa que insistia em descer.
Como era sábado, os alunos só vinham se preparar para a volta das aulas que
seria na segunda, assim que se acalmou resolveu sair, retocou sua maquiagem,
colocou um moletom preto escrito GAP e saiu pela noite fria de Londres. O dia
havia sido nublado e a noite, a temperatura estava caindo. Lua andava a procura
de um albergue para ficar até que esbarrou em uma garota.
Lua: Desculpa.
Ela disse com de cabeça baixa, devido ao vento que cortava
seu rosto.
XX: Lua?!
Lua: Mel?!
Ela finalmente olhou a garota a sua frente. Seus longos
cabelos pretos desciam por suas costas formando alguns cachos nas pontas, ela
vestia um jeans, um all star vermelho e uma jaqueta comprida. Lua ia dar as
costas, achava que ia ser tratada com frieza, como aconteceu com Sophia. Mel
puxou o braço da loira e a virou de frente, lhe surpreendendo com um longo e
forte abraço. Pela primeira vez, ela se sentiu segura.
Lua: Eu senti sua
falta.
Mel: Eu também.
Lua: Você tava
indo aonde?
Ela disse assim que começaram a caminhar na direção a qual
Mel ia.
Mel: Eu ia no Starbucks tomar um chocolate, quer ir?
Lua: Óbvio, você
sabe o quanto eu amo o Starbucks.
Mel: Você ta
morando aonde?
Lua: No Elite
Way, meus pais ficaram em NY e eu voltei sozinha.
Mel: Não seja por
isso, meus pais me deram uma casa, você pode ficar lá comigo.
Lua sorriu e aceitou, elas andaram enquanto conversavam
sobre morarem juntas no fim de semana, não tocaram no assunto Arthur ou Sophia
e muito menos no passado.
Chegaram ao estabelecimento e Lua empurrou a porta fazendo
um sininho ecoar, ela entrou sentindo o cheiro de café no ambiente quente e
elas logo acharam uma mesa vaga. Lua pediu um chocolate quente, assim como Mel.
Elas ficaram ali conversando e, assim que terminaram,
voltaram juntas a casa de Mel, ela mostrou o quarto onde a amiga iria ficar e
depois elas foram até a sala.
Lua: E o Arthur?
Ela estava com essa pergunta entalada desde cedo, tinha medo
do que poderia ouvir, preferia as coisas como eram antes, ela odiava mudanças e
não imaginava que justo a sua teria impacto em tanta gente.
Mel: Lu, muita
coisa mudou e o Arthur principalmente, por um bom tempo do ano passado a gente
nem soube dele, ele não aparecia nas aulas e quase foi reprovado por sorte, a
gente conseguiu uma segunda chamada e ele passou. Mas ele não era mais o mesmo,
ele tava quieto, no mundinho dele e é assim que tem sido.
Lua baixou o olhar e se permitiu chorar, sabia que Mel não a
julgaria pelo contrário, entenderia.
Lua: Mel, eu não fiz
nada.
Mel: Eu sei,
vocês fizeram o que vocês acharam certo e, vocês dois sofreram.
Lua: Mas a Sophia
disse que a culpa era minha, que eu tinha destruído ele.
Lua chorava de soluçar e assim que Mel ouviu o nome Sophia
ficou com raiva. Mel e Sophia sempre foram amigas mas depois daquelas mudanças
todas, Mel preferiu ser ela mesma. Mel era uma garota de classe media alta mas
não ligava para dinheiro, era simples e se vestia de forma meiga, ela
continuava a mesma, com certeza mais mulher mas nunca uma outra pessoa.
Mel: Você não
deveria ouvir a Sophia.
Ela falou fria e Lua a olhou.
Lua: Por quê?
Mel: A Sophia
achou que você tinha abandonado a gente depois que descobriu pelo Arthur que
vocês tinham terminado. Ela disse que nunca mais seria sua amiga e mudou, eu
não aceitei e desde então ela não fala comigo.
Lua: E os meninos?
Mel: Ah, eu ainda
converso com o Mica e, muito pouco com o Arthur, com o Chay também é muito raro
então, ta todo mundo pra um lado.
Lua odiou saber daquilo, eles tinham se separado, não se
falavam mais e mesmo sabendo que não, sentia-se culpada.
Continua...

Ah, que dó bubu.
ResponderExcluirOlha eu aparecendo u.u Desculpe sumir, mas tava sem tempo.
Quero mais. E ah, estreiei uma nova história No Nyah, agora DiRo, porque excluiram as minhas também, e se quiser continuar lendo a Secretária Particular, estou postando-a no meu blog. Beijos linda ♥
Até que enfim me disseram o que acharam dessa minha nova fic, to me dedicando tanto a ela, tava louca pra mostrar e ninguem comentava, vou ler no seu blog sim! Ain amiga, to morrendo de raiva do Nyah! :@
Excluirmuita raiva, foram excluidas todas as minhas também. :@ Agora comecei a Diro. Quero ver ne. Beijos *-*
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