Capítulo 23 – Coração Partido.
Chay narrando:
Acordei e vi que Lua não estava
mais do meu lado dormindo. Levantei e, ao fazer isso senti uma dor na região do
meu estômago. Flashes da noite passada passaram pela minha cabeça e eu não
fazia mínima ideia de como me livrar daquele cara.
Sai da cama e fui ate o banheiro,
tomei um banho, vesti uma camisa de malha preta de mangas curtas e uma bermuda
estampada, peguei meus chinelos e fui até a cozinha onde Lua estava preparando
o café. Eu me sentei na mesa e ela finalmente me viu e retirou os fones de
ouvido que usava.
Lua: Ta melhor?
Chay: Graças a você né baixinha?
Lua: Não me chama de baixinha, idiota.
Ela trouxe o café até a mesa e
sentou-se na cadeira na minha frente. Ela pegou um croissant e preparou café
com leite, comendo despreocupadamente.
Chay: E a Melanie?
Arthur: Chegamos!
Arthur entrou dizendo aquilo no
exato momento da minha pergunta, ele carregava uma mala com as coisas de
Melanie e a mesma entrou um pouco depois. Posso estar parecendo birrento mas,
assim que nossos olhares se cruzaram eu fechei a cara e continuei tomando meu
café, percebi que ela ficou mal por isso. Pouco importa depois de tudo que ela
me disse.
Arthur entregou as coisas a ela e
ela entrou no quarto, ele sentou na mesa ao meu lado mas antes deu um selinho
na minha irmã.
Chay: Vão pro quarto! (eu
disse rindo e Lua me mostrou a língua)
Arthur: Foi só um selinho, cunhado!
Ele disse se ajeitando na cadeira
ao meu lado servindo café em uma xícara.
Chay: Como ela ta?
Eu pedi depois de um tempo em que
todos ficamos em silêncio, Arthur me olhou surpreso pela pergunta mas, até eu
fiquei, não era pra essa pergunta ter saído dos meus pensamentos.
Arthur: Ta bem melhor. Ela ta arrependida, Chay.
Ele me olhou com uma cara que era
um misto de perdoa-ela-por-favor com pena.
Chay: Que importância isso tem?
Me irritei com isso, levantei e
estava indo pro meu quarto quando Lua disse.
Lua: Chay! Vem cá!
Tarde demais eu já tinha batido a
porta do quarto com toda a força do mundo.
Narradora:
Lua: Podia ter ficado quieto, não acha?
Arthur fez uma careta e Lua se
levantou seguindo para o quarto do irmão. Ela chegou e começou a bater na
porta, mesmo sabendo que ela não estava trancada não queria invadir a
privacidade dele.
Lua: Chay, eu posso entrar!
Chay: O que ta esperando?
Lua: Nossa Chay, respeito mandou lembranças.
Ela disse entrando e se jogando na
cama dele com uma cara emburrada.
Chay: Desculpa, eu só...
Ela sentou-se na cama amenizando a
cara emburrada e bateu em suas pernas para que ele deitasse ali. Chay levantou
da cadeira do computador, em que estava, e deitou no colo da irmã.
Chay: Eu nunca senti isso, Lu! Eu to... eu to destruído!
Ele disse com a voz meio falha
aparentemente tentando não chorar, coisa que não conseguiu pois Lua logo sentiu
algumas lágrimas molhando sua perna.
Lua: Hey! Eu to aqui com você, sempre.
Ela disse afagando o cabelo macio
do irmão. Seus olhos já se encontravam marejados, odiava ver o irmão desse jeito.
Chay: Você ta sempre aqui né? (ele
sorriu e ela assentiu) Eu espero algum dia retribuir tudo isso que você faz
por mim.
Ele disse sentando e segurando as
mãos da irmã. Ela involuntariamente sorriu e se jogou nos braços do irmão o
abraçando apertado. Mesmo com tantas diferenças eles eram irmãos e se amavam
muito e, ambos sabiam que um estaria ali para levantar o outro de cada tombo.
***
Melanie estava no quarto desde que
havia chegado, não tinha coragem de encarar Chay depois de tudo o que tinha
feito. Ai, se arrependimento matasse!
Ela estava deitada na cama,
chorando em silêncio abraçada a um travesseiro.
Arthur: Você não pode ficar no quarto pra sempre.
Ele disse entrando no quarto
fazendo a irmã limpar o rosto rapidamente e sentar.
Mel: Claro que posso! (sua
voz permanecia falha)
Arthur: Ele também ta mal!
Mel: Não tanto quanto eu! Arthur, eu o amo e tudo o que eu fiz foi
ser idiota e magoar justo ele!
Arthur: Se você ficar ai pra sempre você não vai ter como consertar
as coisas.
Ele sentou-se ao lado dela.
Mel: Thur, eu não tenho coragem, deixa eu ficar quieta um pouco,
por favor!
Ela olhou pra ele com um olhar
suplicante e ele a abraçou.
Mel: Obrigada, Thur! Eu te amo! (ela disse ainda abraçada a ele)
Arthur: Eu também te amo! (ele
lhe beijou a testa)
Continua...

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