Capítulo 3 – Londres.
Arthur narrando:
Thiago: Cara, tu
ta pior que uma noiva ?
Meu querido colega de quarto (até parece!) disse enquanto se
jogava na cama que pertencia a ele.
Arthur: Ah, não
me enche Thiago! (falei ajeitando meu
cabelo no espelho)
Thiago: Você
gosta mesmo dela né?
Ele disse ficando atrás de mim me fazendo ver seu reflexo no
espelho.
Arthur: Desde que
eu me entendo por gente.
Thiago: E por que
não voltam?
Arthur: Não é tão
simples assim.
Thiago: Por que?
Arthur: Cara,
você pergunta demais.
Eu disse dando um tapa em seu ombro e sai porta afora,
deixando meu amigo rindo.
Narradora:
Faltavam 15 minutos para as 8 horas quando Lua deu uma última
checada no espelho arrumou seus cabelos uma última vez, ela usava uma camiseta
de banda, uma mini jaqueta de couro, calça jeans, bota marrom e uma pequena
bolsa preta de mão.
Lua saiu do quarto enquanto Sophia tomava banho, não estava
a fim de dar explicações a ela, fechou a porta do quarto devagar e saiu pelos
corredores do enorme colégio, atravessou pelo menos uns três deles até que
esbarrou em um garoto que mexia no celular.
Lua: Olha por
onde anda.
Ela disse ainda sem ver o rosto do garoto.
XXX: Bróda!
Lua: Pentels!
Lua e Chay já haviam se falado no almoço mas não a sós como
antes. Eles eram melhores amigos, Chay sempre dava conselhos para Lua e estava
ao lado dela, ainda não tinham tido tempo de se falarem a sós sem perder tempo,
ele a puxou para um abraço.
Chay: Vai aonde,
Lu?
Lua: Sair.
Chay: Aonde? Ou
melhor, com quem?
Lua: Ah, um certo
alguém me chamou pra conhecer Londres.
Chay: Arthur,
claro! (ele fez cara de tédio)
Lua: É, vou indo
que ele ta me esperando.
Ela ia se virar pra sair mas voltou.
Lua: Pra que lado
é o estacionamento?
Chay: Pra lá.
Ele falou rindo e negando a cabeça apontando a direção. Lua
foi na direção indicada enquanto Chay foi para o lado oposto. Ela chegou no
estacionamento e Arthur estava encostado em uma moto que, mesmo no escuro, se
via que era vermelha. Ele estava lindo naquela calça jeans, um all star, a
camisa preta e uma jaqueta de beisebol vermelha.
Arthur: Até que
enfim. (ele riu)
Lua: Essa escola
não era grande assim, tive que pedir informações.
Arthur: Ok,
vamos? (ele estendeu sua mão para ela)
Lua: Vamos. (ela pegou a mão dele)
Arthur entregou um capacete a ela e pegou o seu, ele subiu
na moto e ela subiu também. Assim que ele deu partida, Lua se agarrou a sua
cintura mais forte.
Arthur: Calma.
Ele disse um pouco alto devido ao barulho do ronco do motor
da moto. A moto começou a andar e eles saíram pelo portão de trás do
estacionamento. O vento fazia o cabelo de Lua voar e a sensação de liberdade a
fazia sorrir, ela abraçou a cintura de Arthur e deitou a cabeça em suas costas
sorrindo. Arthur, ao sentir o toque sorriu, ele continuou seguindo com a moto
indo para determinada parte da cidade, ele passou pelo Big Ben e depois por uma
ponte parando um pouco depois dela.
O restaurante era pequeno, na frente o neon azul dizia o
nome do estabelecimento Melt e o
cheiro de misto-quente dava água na boca, Arthur empurrou a porta e o habitual
sininho ecoou, ele deu passagem para ela passar e eles entraram se direcionando
a parte do restaurante onde havia uma sacada fechada com vidro, as mesas assim
como os baquinhos eram um pouco mais altos e eles se sentaram lá. Logo, uma
garçonete veio atendê-los.
XXX: O que
desejam?
Ela perguntou com o olhar fixo em Arthur fazendo o sangue de
Lua ferver.
Arthur: Um
misto-quente e um capuccino.
XXX: E a moça?
Ela olhou para Lua com cara de nojo.
Lua: O mesmo. (ela disse fria, retribuindo o olhar de
desprezo)
A garçonete deixou um pequeno papel perto dos guardanapos e
saiu rebolando tentando atrair atenção de Arthur, que não tirava os olhos de
Lua, a loira pegou o papel deixado pela garçonete e riu sarcástica assim que
terminou de ler o jogando em frente a Arthur que leu e gargalhou.
O bilhete dizia:
“Me liga, 555-0864.
XOXO, Kathlyn.”
Arthur amassou o papel e o colocou novamente sobre a mesa.
Arthur: Ciúmes?
Lua: Claro que
não, a gente é só amigo.
Ela disse fazendo uma cara emburrada.
Arthur: Hey! (ele pegou suas mãos sobre a mesa) Eu só
tenho olhos pra você.
Ele beijou uma de suas mãos e sorriu a fazendo corar. Logo,
a mesma garçonete trouxe os pedidos dos dois fazendo, novamente, o sangue de
Lua ferver pelo fato de ela estar quase comendo Arthur com os olhos. Arthur,
bom Arthur só ria da cena.
Depois que comeram eles foram até o lado de fora do
estabelecimento e subiram na moto seguindo para uma praça no centro que agora,
à meia noite, estava praticamente deserta. Arthur estacionou a moto em um lugar
qualquer e eles começaram a andar lado a lado, Arthur colocou as mãos nos
bolsos e eles não pronunciavam nenhuma palavra.
Arthur: Odeio
quando o assunto acaba desse jeito.
Lua soltou uma risadinha.
Lua: Como você
dirige se tem só 17 anos?
Ela perguntou depois de um tempo.
Arthur: Segredo.
Ele disse rindo andando em frente a ela. Lua parou e ele
também, um de frente para o outro. Só o que se ouviam eram os carros ao longe,
as cigarras e os grilos. A noite estava estrelada e a lua iluminava o céu.
Arthur colocou o cabelo dela atrás da orelha, como ela gostava, ela fechou os
olhos e ele chegou mais perto roçando seus lábios iniciando um selinho. Ele
pediu passagem para sua língua e ela cedeu, suas línguas se enroscavam em
sintonia e exploravam cada centímetro de suas bocas, apartaram o beijo quando o
ar já não entrava mais em seus pulmões dando alguns selinhos.
Arthur: Desculpe.
(ele disse ofegante)
Lua: Você não
beijou sozinho.
Arthur: Eu senti
falta do seu beijo.
Lua: E eu do seu.
Arthur a agarrou pela cintura e selou novamente seus lábios,
como se essa fosse sua meta de vida. Ela rodeou seus braços sobre o pescoço
dele e o mesmo a puxou mais pra perto, mesmo sem haver espaço a ser preenchido,
o beijo antes calmo e suave agora era urgente. Os corpos febris denunciavam o
desejo deles mas, Lua tratou logo de apartar o beijo.
Lua: Chega, a
gente ta indo rápido demais. Nós combinamos de sermos amigos.
Arthur: É, eu
sei, me desculpe. (ele baixou o olhar e
chutou o nada)
Lua: Tudo bem.
Os dois andaram até onde a moto estava conversando sobre
coisas sem importância, sem tocarem no assunto beijo. Uma quadra antes do
colégio, Arthur desligou a moto e a empurrou até o estacionamento afinal, era
proibido sair no meio da semana. Só quando ele arrumou a moto estacionando-a
que aquele assunto voltou.
Lua: O que nós
vamos fazer a respeito desse beijo?
Arthur: Você quer
que a gente faça algo?
Lua: Que tal a
gente simplesmente deixar acontecer, o que vier será bem-vindo contanto que não
estrague nossa amizade.
Arthur: Concordo.
Mas, vamos, eu te levo até o seu quarto.
Assim eles seguiram, Arthur a deixou na porta do seu quarto,
beijou sua bochecha e lhe deu um abraço seguindo para o seu quarto. Lua abriu a
porta lentamente, tentando não acordar Sophia que dormia com uma venda rosa
choque sobre os olhos, Lua abriu o seu guarda-roupa, pegou seu pijama e foi
para o banheiro, tomou um banho e saiu de lá já de pijama. Ela deitou-se na
cama, se cobrindo por completo. A garota custou a dormir, pensando naquela
noite. Maravilhosa noite!
Mal sabia ela que, Arthur também custava a dormir, com os
mesmos pensamentos naquela noite, a mente fervilhando em possibilidades, ambos
dormiram em meio a sorrisos bobos.
Continua...
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