segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Idas e Vindas do Amor

  
Capítulo 3 – Londres.
Arthur narrando:
Thiago: Cara, tu ta pior que uma noiva ?
Meu querido colega de quarto (até parece!) disse enquanto se jogava na cama que pertencia a ele.
Arthur: Ah, não me enche Thiago! (falei ajeitando meu cabelo no espelho)
Thiago: Você gosta mesmo dela né?
Ele disse ficando atrás de mim me fazendo ver seu reflexo no espelho.
Arthur: Desde que eu me entendo por gente.
Thiago: E por que não voltam?
Arthur: Não é tão simples assim.
Thiago: Por que?
Arthur: Cara, você pergunta demais.
Eu disse dando um tapa em seu ombro e sai porta afora, deixando meu amigo rindo.
Narradora:
Faltavam 15 minutos para as 8 horas quando Lua deu uma última checada no espelho arrumou seus cabelos uma última vez, ela usava uma camiseta de banda, uma mini jaqueta de couro, calça jeans, bota marrom e uma pequena bolsa preta de mão.
Lua saiu do quarto enquanto Sophia tomava banho, não estava a fim de dar explicações a ela, fechou a porta do quarto devagar e saiu pelos corredores do enorme colégio, atravessou pelo menos uns três deles até que esbarrou em um garoto que mexia no celular.
Lua: Olha por onde anda.
Ela disse ainda sem ver o rosto do garoto.
XXX: Bróda!
Lua: Pentels!
Lua e Chay já haviam se falado no almoço mas não a sós como antes. Eles eram melhores amigos, Chay sempre dava conselhos para Lua e estava ao lado dela, ainda não tinham tido tempo de se falarem a sós sem perder tempo, ele a puxou para um abraço.
Chay: Vai aonde, Lu?
Lua: Sair.
Chay: Aonde? Ou melhor, com quem?
Lua: Ah, um certo alguém me chamou pra conhecer Londres.
Chay: Arthur, claro! (ele fez cara de tédio)
Lua: É, vou indo que ele ta me esperando.
Ela ia se virar pra sair mas voltou.
Lua: Pra que lado é o estacionamento?
Chay: Pra lá.
Ele falou rindo e negando a cabeça apontando a direção. Lua foi na direção indicada enquanto Chay foi para o lado oposto. Ela chegou no estacionamento e Arthur estava encostado em uma moto que, mesmo no escuro, se via que era vermelha. Ele estava lindo naquela calça jeans, um all star, a camisa preta e uma jaqueta de beisebol vermelha.
Arthur: Até que enfim. (ele riu)
Lua: Essa escola não era grande assim, tive que pedir informações.
Arthur: Ok, vamos? (ele estendeu sua mão para ela)
Lua: Vamos. (ela pegou a mão dele)
Arthur entregou um capacete a ela e pegou o seu, ele subiu na moto e ela subiu também. Assim que ele deu partida, Lua se agarrou a sua cintura mais forte.
Arthur: Calma.
Ele disse um pouco alto devido ao barulho do ronco do motor da moto. A moto começou a andar e eles saíram pelo portão de trás do estacionamento. O vento fazia o cabelo de Lua voar e a sensação de liberdade a fazia sorrir, ela abraçou a cintura de Arthur e deitou a cabeça em suas costas sorrindo. Arthur, ao sentir o toque sorriu, ele continuou seguindo com a moto indo para determinada parte da cidade, ele passou pelo Big Ben e depois por uma ponte parando um pouco depois dela.
O restaurante era pequeno, na frente o neon azul dizia o nome do estabelecimento Melt e o cheiro de misto-quente dava água na boca, Arthur empurrou a porta e o habitual sininho ecoou, ele deu passagem para ela passar e eles entraram se direcionando a parte do restaurante onde havia uma sacada fechada com vidro, as mesas assim como os baquinhos eram um pouco mais altos e eles se sentaram lá. Logo, uma garçonete veio atendê-los.
XXX: O que desejam?
Ela perguntou com o olhar fixo em Arthur fazendo o sangue de Lua ferver.
Arthur: Um misto-quente e um capuccino.
XXX: E a moça?
Ela olhou para Lua com cara de nojo.
Lua: O mesmo. (ela disse fria, retribuindo o olhar de desprezo)
A garçonete deixou um pequeno papel perto dos guardanapos e saiu rebolando tentando atrair atenção de Arthur, que não tirava os olhos de Lua, a loira pegou o papel deixado pela garçonete e riu sarcástica assim que terminou de ler o jogando em frente a Arthur que leu e gargalhou.
O bilhete dizia:
Me liga, 555-0864. XOXO, Kathlyn.
Arthur amassou o papel e o colocou novamente sobre a mesa.
Arthur: Ciúmes?
Lua: Claro que não, a gente é só amigo.
Ela disse fazendo uma cara emburrada.
Arthur: Hey! (ele pegou suas mãos sobre a mesa) Eu só tenho olhos pra você.
Ele beijou uma de suas mãos e sorriu a fazendo corar. Logo, a mesma garçonete trouxe os pedidos dos dois fazendo, novamente, o sangue de Lua ferver pelo fato de ela estar quase comendo Arthur com os olhos. Arthur, bom Arthur só ria da cena.
Depois que comeram eles foram até o lado de fora do estabelecimento e subiram na moto seguindo para uma praça no centro que agora, à meia noite, estava praticamente deserta. Arthur estacionou a moto em um lugar qualquer e eles começaram a andar lado a lado, Arthur colocou as mãos nos bolsos e eles não pronunciavam nenhuma palavra.
Arthur: Odeio quando o assunto acaba desse jeito.
Lua soltou uma risadinha.
Lua: Como você dirige se tem só 17 anos?
Ela perguntou depois de um tempo.
Arthur: Segredo.
Ele disse rindo andando em frente a ela. Lua parou e ele também, um de frente para o outro. Só o que se ouviam eram os carros ao longe, as cigarras e os grilos. A noite estava estrelada e a lua iluminava o céu. Arthur colocou o cabelo dela atrás da orelha, como ela gostava, ela fechou os olhos e ele chegou mais perto roçando seus lábios iniciando um selinho. Ele pediu passagem para sua língua e ela cedeu, suas línguas se enroscavam em sintonia e exploravam cada centímetro de suas bocas, apartaram o beijo quando o ar já não entrava mais em seus pulmões dando alguns selinhos.
Arthur: Desculpe. (ele disse ofegante)
Lua: Você não beijou sozinho.
Arthur: Eu senti falta do seu beijo.
Lua: E eu do seu.
Arthur a agarrou pela cintura e selou novamente seus lábios, como se essa fosse sua meta de vida. Ela rodeou seus braços sobre o pescoço dele e o mesmo a puxou mais pra perto, mesmo sem haver espaço a ser preenchido, o beijo antes calmo e suave agora era urgente. Os corpos febris denunciavam o desejo deles mas, Lua tratou logo de apartar o beijo.
Lua: Chega, a gente ta indo rápido demais. Nós combinamos de sermos amigos.
Arthur: É, eu sei, me desculpe. (ele baixou o olhar e chutou o nada)
Lua: Tudo bem.
Os dois andaram até onde a moto estava conversando sobre coisas sem importância, sem tocarem no assunto beijo. Uma quadra antes do colégio, Arthur desligou a moto e a empurrou até o estacionamento afinal, era proibido sair no meio da semana. Só quando ele arrumou a moto estacionando-a que aquele assunto voltou.
Lua: O que nós vamos fazer a respeito desse beijo?
Arthur: Você quer que a gente faça algo?
Lua: Que tal a gente simplesmente deixar acontecer, o que vier será bem-vindo contanto que não estrague nossa amizade.
Arthur: Concordo. Mas, vamos, eu te levo até o seu quarto.
Assim eles seguiram, Arthur a deixou na porta do seu quarto, beijou sua bochecha e lhe deu um abraço seguindo para o seu quarto. Lua abriu a porta lentamente, tentando não acordar Sophia que dormia com uma venda rosa choque sobre os olhos, Lua abriu o seu guarda-roupa, pegou seu pijama e foi para o banheiro, tomou um banho e saiu de lá já de pijama. Ela deitou-se na cama, se cobrindo por completo. A garota custou a dormir, pensando naquela noite. Maravilhosa noite!
Mal sabia ela que, Arthur também custava a dormir, com os mesmos pensamentos naquela noite, a mente fervilhando em possibilidades, ambos dormiram em meio a sorrisos bobos.
Continua...



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