Capítulo 26 – Pedido.
Lua narrando:
Não toquei no assunto de ele
estar estranho mas, a cada minuto eu notava mais. Ele não respondia direito as
coisas e eu o conhecia bem, sabia que tinha algo errado. Terminamos de almoçar
e fomos até o carro indo em silencio até sua casa, nem o rádio amenizava seu
jeito estranho.
Chegamos na minha casa e ele
disse que precisava ir a sua e, que logo voltava. 1 hora se passou e nada,
resolvi ir até lá.
Arthur narrando:
Fui até a minha casa e me demorei
lá mas, tudo era parte do plano. Apaguei todas as luzes e tranquei a porta
depois me sentando no sofá. Algum tempo depois, ouvi o barulho da maçaneta
sendo girada e a porta sendo forçada para frente em seguida, a chave sendo
colocada girada e a porta abrindo.
Lua: Ah, te odeio Aguiar.
Ela praguejou provavelmente pela
escuridão ou por não estar me vendo. Tive que segurar o riso, eu já havia saído
do sofá e estava escondido atrás de um deles. Ela acendeu a luz e pude ver ela
de boca aberta. Suas flores preferidas, do campo, estavam espalhadas em
vasinhos por toda a extensão da sala, a mesa de centro possuía uma toalha
vermelha, pratos, vinho e um candelabro com velas acesas, uma música tocava
baixinho no home theater.
Lua: Thur!
Ela me chamou e começou a subir
as escadas, antes que pisasse no primeiro degrau eu a abracei por trás fazendo
ela levar um susto.
Arthur: Gostou?
Lua: Muito.
Ela disse dando aquele sorriso
que eu tanto amava.
Arthur: Vem!
Eu a puxei até a sala e ela
sentou-se no tapete felpudo da sala, eu fui até o microondas e esquentei nosso
jantar: macarronada com molho de tomate. Levei até um mesa que tinha colocado
até do lado da mesa do centro, abri o vinho e o coloquei nas taças em seguida,
servindo-a.
Lua: Eu sabia que você tava escondendo alguma coisa.
Arthur: E eu sabia que você sabia.
Nós rimos.
O jantar seguiu tranqüilo e
depois nós retiramos a mesa colocando as coisas na cozinha. Eu havia alugado Um amor para recordar pois sabia que ela
amava e, na metade do filme, Lua já chorava como um bebê. O filme acabou e a
hora tão esperada chegou.
Narradora:
Arthur desligou a televisão e
acendeu as luzes, antes apagadas. Ele pegou Lua pela mão e a fez levantar-se do
sofá. Em seguida, ele tirou de seu bolso uma caixinha de veludo azul marinho e
se ajoelhou, os olhos de Lua ficaram marejados, ele a olhou fixamente e ela
também, ele iniciou.
Arthur: Eu sei que nossa vida pode tomar rumos diferentes e que
tudo pode mudar. Mas, sinto que é a hora certa pois se eu dissesse que te amo
infinitamente seria pouco. Você não foi como as outras garotas, você não me
abandonou ao saber de Nati pelo contrário, você a ‘adotou’. (Lua sorriu) O seu sorriso me encanta, os
seus bicos quando fica brava, a forma como você franze o cenho quando não
entende algo, seu amor por suas amigas e a relação com elas. Tudo em você me
encanta a cada dia e eu tenho a plena certeza que quero fazer uma vida com
você. Eu quero acordar ao seu lado quando a gente for bem velhinho e poder
dizer ‘bom dia meu amor’, quero chegar do trabalho e sorrir ao abrir a porta e
encontrar você brincando com nossos filhos que com certeza terão sua
personalidade forte. Eu sei que a reposta pode ser negativa mas isso é o que eu
mais quero no mundo. Lua Maria Blanco, você aceita se casar comigo?
Lua já chorava e a cada frase
tinha a certeza, ela o amava e o queria do mesmo jeito que ele ou até mais que
ele.
Lua: É claro que eu aceito.
Ele se levantou e colocou a
aliança de noivado em seu dedo em seguida, Lua fez o mesmo. Arthur a puxou pela
cintura colando seus corpos em seguida beijando-a logo sua língua pediu
passagem e Lua, como sempre, cedeu. Suas línguas se enroscavam em perfeita
sintonia, Arthur puxava Lua sempre mais mesmo não havendo espaço os separando,
Lua colocou sua mão na nuca dele e o beijo continuou como se aquilo fosse
necessário para ambos sobreviverem.
Continua...

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