sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Vidas Cruzadas

Capítulo 26 – Pedido.
Lua narrando:
Não toquei no assunto de ele estar estranho mas, a cada minuto eu notava mais. Ele não respondia direito as coisas e eu o conhecia bem, sabia que tinha algo errado. Terminamos de almoçar e fomos até o carro indo em silencio até sua casa, nem o rádio amenizava seu jeito estranho.
Chegamos na minha casa e ele disse que precisava ir a sua e, que logo voltava. 1 hora se passou e nada, resolvi ir até lá.
Arthur narrando:
Fui até a minha casa e me demorei lá mas, tudo era parte do plano. Apaguei todas as luzes e tranquei a porta depois me sentando no sofá. Algum tempo depois, ouvi o barulho da maçaneta sendo girada e a porta sendo forçada para frente em seguida, a chave sendo colocada girada e a porta abrindo.
Lua: Ah, te odeio Aguiar.
Ela praguejou provavelmente pela escuridão ou por não estar me vendo. Tive que segurar o riso, eu já havia saído do sofá e estava escondido atrás de um deles. Ela acendeu a luz e pude ver ela de boca aberta. Suas flores preferidas, do campo, estavam espalhadas em vasinhos por toda a extensão da sala, a mesa de centro possuía uma toalha vermelha, pratos, vinho e um candelabro com velas acesas, uma música tocava baixinho no home theater.
Lua: Thur!
Ela me chamou e começou a subir as escadas, antes que pisasse no primeiro degrau eu a abracei por trás fazendo ela levar um susto.
Arthur: Gostou?
Lua: Muito.
Ela disse dando aquele sorriso que eu tanto amava.
Arthur: Vem!
Eu a puxei até a sala e ela sentou-se no tapete felpudo da sala, eu fui até o microondas e esquentei nosso jantar: macarronada com molho de tomate. Levei até um mesa que tinha colocado até do lado da mesa do centro, abri o vinho e o coloquei nas taças em seguida, servindo-a.
Lua: Eu sabia que você tava escondendo alguma coisa.
Arthur: E eu sabia que você sabia.
Nós rimos.
O jantar seguiu tranqüilo e depois nós retiramos a mesa colocando as coisas na cozinha. Eu havia alugado Um amor para recordar pois sabia que ela amava e, na metade do filme, Lua já chorava como um bebê. O filme acabou e a hora tão esperada chegou.
Narradora:
Arthur desligou a televisão e acendeu as luzes, antes apagadas. Ele pegou Lua pela mão e a fez levantar-se do sofá. Em seguida, ele tirou de seu bolso uma caixinha de veludo azul marinho e se ajoelhou, os olhos de Lua ficaram marejados, ele a olhou fixamente e ela também, ele iniciou.
Arthur: Eu sei que nossa vida pode tomar rumos diferentes e que tudo pode mudar. Mas, sinto que é a hora certa pois se eu dissesse que te amo infinitamente seria pouco. Você não foi como as outras garotas, você não me abandonou ao saber de Nati pelo contrário, você a ‘adotou’. (Lua sorriu) O seu sorriso me encanta, os seus bicos quando fica brava, a forma como você franze o cenho quando não entende algo, seu amor por suas amigas e a relação com elas. Tudo em você me encanta a cada dia e eu tenho a plena certeza que quero fazer uma vida com você. Eu quero acordar ao seu lado quando a gente for bem velhinho e poder dizer ‘bom dia meu amor’, quero chegar do trabalho e sorrir ao abrir a porta e encontrar você brincando com nossos filhos que com certeza terão sua personalidade forte. Eu sei que a reposta pode ser negativa mas isso é o que eu mais quero no mundo. Lua Maria Blanco, você aceita se casar comigo?
Lua já chorava e a cada frase tinha a certeza, ela o amava e o queria do mesmo jeito que ele ou até mais que ele.
Lua: É claro que eu aceito.
Ele se levantou e colocou a aliança de noivado em seu dedo em seguida, Lua fez o mesmo. Arthur a puxou pela cintura colando seus corpos em seguida beijando-a logo sua língua pediu passagem e Lua, como sempre, cedeu. Suas línguas se enroscavam em perfeita sintonia, Arthur puxava Lua sempre mais mesmo não havendo espaço os separando, Lua colocou sua mão na nuca dele e o beijo continuou como se aquilo fosse necessário para ambos sobreviverem.
Continua...




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