sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Vidas Cruzadas

Capítulo 25 - Decisões a parte.
Arthur narrando:
Acordei e Lua ainda dormia, como um anjo. Me desvencilhei dela com cuidado para que ela não acordasse, vesti minha cueca, uma bermuda e desci para a cozinha. Preparei ovos mexidos, algumas torradas com geléia e suco de uva, coloquei tudo em uma bandeja e peguei uma flor que achei no quintal e a coloquei em um vasinho na bandeja. Voltei para o quarto e ela ainda dormia, agora abraçada a um travesseiro, coloquei a bandeja em um canto e me coloquei atrás dela apoiado a meu cotovelo.
Arthur: Amor, acorda.
Disse enquanto beijava seu pescoço e mordiscava o lóbulo de sua orelha.
Lua: Hum, só mais cinco minutinhos.
Ela disse sonolenta colocando o cobertor sobre a cabeça me fazendo rir da cama,
Arthur: Ah, eu não quero tomar esse café delicioso sozinho.
Lua: Você preparou café pra gente?
Ela disse virando de frente pra mim.
Arthur: Olha ali.
Ela sentou na cama vendo a bandeja, ela sorriu e me deu um selinho demorado. Eu aproximei a bandeja de nós e começamos a comer.
Lua: Nossa, meu sonho acordar com café na cama.
Arthur: Ganhei pontos com isso?
Lua: Com toda certeza.
Ela se aproximou de mim e sorriu, ela selou nossos lábios e ficou brincando, roçando nossos lábios.
Arthur: Certeza?
Eu sussurrei enquanto fazíamos aquele joguinho, ela assentiu de olhos fechados e eu aprofundei o beijo, ficamos nos beijando por algum tempo até o ar nos faltar e depois voltamos a tomar nosso café. Quando terminamos, fomos tomar banho juntos, não rolou nada de mais só alguns beijos e mãos-bobas.
Depois de tomarmos banho, Lua se vestiu com uma calça jeans, um all star, uma camiseta compridinha e uma mini jaqueta de couro preta. Eu vesti uma calça jeans, uma camiseta preta com gola V e um tênis.
Assim que terminamos de nos arrumar nós fomos até a garagem e pegamos o carro seguindo para o shopping, ao chegarmos lá passeamos por algumas lojas e compramos algumas roupas para mim, para Lua e até umas pra Nati. Depois, seguimos para o praça de alimentação.
Havia uma coisa entalada e eu precisava dizer, eu precisava fazer aquilo e só de pensar em como dizer meu estomago revirava e minha boca secava.
O almoço seguiu e nós conversávamos sobre assuntos aleatórios mas no fundo eu sei que Lua percebia que eu estava estranho, só que eu não sabia como dizer aquilo e não imaginava qual seria sua reação, juro que tentei imaginar mas nenhuma das projeções de minha mente se encaixava a minha namorada tanto que eu parei de pensar e resolvi agir.
Lua narrando:
Arthur estava estranho, conversava mas era como se sua mente estivesse longe, como se viajasse e não estive aqui. Isso me preocupava ele sempre era atencioso, parecia que ele tinha algo a me dizer mas não sabia como e, sinceramente, das coisas que eu imaginava ser possível, nenhuma delas me deixava otimista. Eu estava com medo. O que ele tinha a me dizer?
Continua...



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